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Aumenta o consumo de medicamentos para transtornos mentais entre jovens brasileiros

Recente estudo de mercado divulgou dados que confirmam e aumentam a preocupação em relação a um fenômeno que se acentua: os transtornos mentais, principalmente a depressão e a ansiedade, que vêm crescendo entre a população jovem em todo o mundo, revelam-se exponenciais no Brasil.

O levantamento, realizado pela empresa Funcional Health Tech, que é especializada em inteligência de dados de saúde e é a maior empresa em Benefícios Medicamentos do país, engloba os anos de 2017 e 2018 e envolve uma amostragem de 318.639 e 397.192 indivíduos, respectivamente, para cada ano.

Os dados indicam que o consumo de medicamentos para o tratamento de depressão e ansiedade e a utilização de sedativos pelos jovens cresceu 7,32% e que, entre adolescentes de 15 a 17 anos, o crescimento foi mais acentuado, chegando a 21,31%.

De acordo com um médico psiquiatra, os dados oferecem importante material para reflexão. Família disfuncional, bullying no ambiente escolar, incerteza em relação ao futuro, pressão por notas altas e a entrada em uma faculdade são os fatores mais comuns para a depressão e ansiedade, revela a maioria dos estudos recentes.

Segundo o estudo mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o tema dos transtornos mentais, o Brasil é o país mais ansioso e estressado da América Latina, considerando-se a população de forma geral. Em escala global, o número de pessoas com depressão aumentou 18,4% nos últimos dez anos. São 322 milhões de indivíduos, ou 4,4% da população da Terra. O Brasil engrossa essa conta com 5,8% de seus habitantes – a maior taxa do continente latino-americano. O país também lidera a América Latina em relação à ansiedade, com 9,3% de sua população sofrendo dessa condição.

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