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Doenças do coração matam uma pessoa a cada 38 minutos no Paraná

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A cada 38 minutos, uma pessoa morre por conta de doenças cardíacas no Paraná. Segundo informações do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, em 2016, último ano com dados disponíveis, foram registrados 13.790 óbitos em decorrência de doenças do coração, número recorde para a série histórica iniciada em 1979.

Para levantar os números do SIM, foram consideradas as doenças que constam no Capítulo IX da Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10), que trata sobre “Doenças do Aparelho Circulatório”. A filtragem foi feita entre os agrupamentos que constam da classificação I00 ao I52, o que incluiu problemas como febre reumática aguda, doenças reumáticas crônicas do coração, doenças hipertensivas, doenças isquêmicas do coração, doenças cardíacas pulmonar e da circulação pulmonar e outras formas de doença do coração.

Desde 1996, quando passou a vigorar a CID-10, 255.542 morreram por conta de problemas cardíacos. Para se ter noção do que isso representa, é como se quase metade da população de Londrina ou mais da metade da população de Maringá (segunda e terceira maiores cidades do Paraná, respectivamente) tivesse sucumbido por conta de doenças do coração.

Além disso, as mortes por doenças cardíacas tem avançado de forma mais rápida do que o próprio crescimento populacionar. Em 1996, a população do Paraná era estimada em 8.994.260 pessoas. Em 2016, estava em 11.163.018, com um crescimento de 24,11% em 20 anos. As informações são do IBGE. Por outro lado, os óbitos por conta de doenças do coração saltaram de 10.698 para 13.790 nesse mesmo período, uma alta de 28,9%. Se considerado o crescimento médio anual para o período, chegamos ao valor de 1,28%.

Nesses 21 anos analisados, as doenças que mais mataram no estado foram o infarto agudo do miocárdio (97.128 óbitos, ou 38,01% do total), insuficiência cardíaca (43.903 óbitos, ou 17,18%), doença cardíaca hipertensiva (19.133, ou 7,49%), doença isquêmica crônica do coração (19.084, ou 7,47%) e hipertensão essencial (18.847, ou 7,38%).

Ainda segundo o Ministério da Saúde, 80% das ocorrências poderiam ser evitadas com medidas simples de hábitos saudáveis, como evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, cigarros e sedentarismo. A prática de atividades físicas e uma dieta balanceada com baixas concentrações de sódio e açúcares ajudam a evitar doenças.

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