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Prefeitura de União da Vitória conta história da ‘Rainha do Bolão’, Natalia Max Dulz

Há muitos anos ela escreveu seu nome na história do esporte regional. Mas não foi somente nas quadras de bocha ou de bolão que ela deixou sua marca, mas também na vida de muitos atletas, como um grande exemplo e inspiração de garra e determinação.

Natalia Max Dulz de 62 anos, atleta de bocha, iniciou sua vida esportiva muito jovem, no ano de 1982. No inicio o esporte começou como uma brincadeira entre casais de amigos, que de repente, resolveram montar um grupo de bocha para descontrair nos fins de semana.

“Aí começamos a treinar, e cada vez mais tomava gosto, treinava muito na igreja Sagrada Família em São Cristóvão e no clube operário, foram bons tempos”, recorda. No ano seguinte, ela e seu marido montaram uma equipe infantil, visto que Natalia já tinha filhos e eles demonstraram muito interesse pelo esporte. Então surgiu à idéia de treinar, não somente seus filhos, mas também outras crianças. Em paralelo a escolinha das crianças, Natalia começou a competir em amistosos com municípios vizinhos como Pato Branco e Francisco Beltrão.

Em 1983 ela participou pela primeira vez dos jogos abertos do Paraná que aconteceu em Londrina. Natalia foi medalhista, conquistando na ocasião o bronze. “Nesse ano fui convidada para treinar no clube Aliança, foi uma honra fazer parte do grupo Tomara que caia que durante muitos anos era elite regional”, conta.

No decorrer dos anos, a esportista conquistou várias medalhas, ela guarda orgulhosa, dezenas de fotos e recortes de jornais que contam sua trajetória, que na maioria das vezes, foi vitoriosa. Atleta de bolão e bocha, ela que competia na época por Guarapuava, era filiada na Federação Paranaense de Bocha.

Dessa maneira, representou o Paraná por diversas vezes em campeonatos brasileiros, “trouxe muitos troféus e medalhas para casa, era muito gratificante, não só pelos títulos, mas principalmente porque a cada viagem conhecia mais pessoas e fazia mais amigos,” completa. Frente a todas essas lembranças, ela trata de forma especial as do ano de 1989, ano esse que ela se tornou campeã individual paranaense de bocha em Francisco Beltrão.

Com o passar do tempo, Natalia teve que tomar uma difícil decisão, até então ela era atleta das duas modalidades. Mas as datas de competições começaram a coincidir e ela teve que optar por apenas uma. Então, a partir de 1993 ela passou a se dedicar somente ao bolão onde nesse ano foi campeã paranaense e brasileira, ganhando o título de “A Rainha do bolão”.

A partir desse momento sua carreira esportiva teve um grande salto, foi campeã individual do Campeonato Brasileiro de Seleções em Cuiabá e no Mato Grosso. Por 16 anos, ela representou Guarapuava, em 2012 a equipe acabou, mas ela não poderia abrir mão do esporte, então passou a competir por Cascavel. Lá ficou por 3 anos e em todas as competições que participou sempre foi medalha de ouro.

“O esporte pra mim, depois de minha família é a coisa mais importante da vida. De verdade, não sei o que seria de mim sem” completa a atleta. Com o Lema “querer é poder”, ela sempre foi em busca de seus sonhos e nessa busca acabou por se encontrar e encontrar pessoas fundamentais em sua vida.

“Ser atleta é muito gratificante, pois por meio dele adquirimos muito amigos, eu tenho até afilhados da bocha que conquistei em campeonato e viagens, isso é tão bom quanto um troféu”, afirma.

2015 foi o ano que marcou a volta de Natalia para a bocha, dessa vez, defendendo as cores de União da Vitória. Nesse ano ela veio a somar para a equipe da secretaria de Esportes do município. E até hoje vem lutando pelo esporte da cidade, em especial a bocha e o bolão.

Natalia também faz parte do time de arbitragem da modalidade de bocha e bolão, nessa categoria ela revela com um certo desapontamento um lado nada prazeroso do esporte. “Gosto muito de ser arbitra porem sinto a discriminação muito presente na arbitragem. Geralmente agente faz arbitragem no masculino e eles não admitem que a mulher se imponha sobre eles. Mas eu tenho segurança, tanto quanto eles e eu não me deixo abater. Tenho pulso firme e muita segurança no que eu faço”, responde com firmeza.

Seu mais recente título veio no ano passado, nos 63º Jogos Abertos do Paraná que aconteceu em União da Vitória. Ela faturou junto com a sua dupla o título de campeã Paranaense na categoria de bocha.

Depois de tantos anos competindo era de se esperar que o nervosismo e o frio na barriga não existisse mais, porem a verdade é outra. “Duvido que tem algum atleta que diga que não sente aquele friozinho, a adrenalina é muita e está presente do inicio ao fim da disputa, indiferente da idade que tenha ou de quanto tempo que você esteja competindo”. Explica.

E todos esses títulos incentivaram muitos esportistas, em especial seus filhos que hoje também representam a cidade, “Conseguiu passar o amor pelo esporte e pela bocha aos meus três filhos que hoje representam o município nessa modalidade”, explica ela.

Para Natalia a família tem extrema importância e ela sempre foi a base de sua vida, ela conta que sem o apoio do marido e filhos não conseguiria ter chegado até aqui e ainda deixa uma lição: “A família que está dentro do esporte está sempre feliz, porque o esporte traz, alem da saúde muitos amigos e muito companheirismo.”

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